Cancro da Mama: A História da Alexandra

Alexandra, aluna do TG FitStudio, durante uma sessão de treino adaptado.

 

 

Cancro da Mama: A História da Alexandra

 

 

O treino de força é muito mais do que uma questão de estética.

 

A Alexandra já treinava há vários anos no TG FitStudio, no Porto.

 

Ao longo desse tempo, construiu uma excelente condição física, ganhou força e fez do exercício uma parte regular da sua vida.

 

Até que recebeu um diagnóstico de cancro da mama.

 

Seguiu-se uma cirurgia e uma fase em que as prioridades mudaram.

 

O treino, que antes estava associado à melhoria da condição física e à conquista de novos objetivos, passou também a ter outro significado: recuperar a mobilidade, preservar a força e manter a autonomia durante um período particularmente exigente.

 

Cerca de um mês depois da cirurgia, a Alexandra regressou ao Estúdio.

 

Não para retomar imediatamente os treinos que fazia anteriormente, mas para começar uma nova etapa, com exercícios adaptados à sua recuperação e às orientações clínicas.

 

A evolução tem sido muito positiva.

 

Segundo o que nos transmitiu, o médico que a acompanha está satisfeito com os progressos.

 

E, mesmo durante os tratamentos, a Alexandra continua a trabalhar na recuperação da força e da mobilidade.

 

A sua história recorda-nos algo importante: investir na condição física é também investir na nossa saúde e qualidade de vida.

 

Mas levanta igualmente uma questão que muitas pessoas colocam:

 

 

É possível fazer exercício físico durante os tratamentos do cancro da mama?

 

Em muitos casos, sim.

 

Durante muito tempo, existiu a ideia de que uma pessoa com cancro deveria evitar esforços físicos e privilegiar o repouso.

 

Hoje sabemos que o exercício físico, quando devidamente adaptado à condição clínica, pode trazer benefícios importantes durante e após os tratamentos oncológicos.

 

A investigação científica tem identificado benefícios como:

  • Redução da fadiga relacionada com o cancro.
  • Melhoria ou preservação da força muscular.
  • Melhoria da capacidade cardiovascular.
  • Benefícios na qualidade de vida.
  • Redução de alguns sintomas de ansiedade e depressão.
  • Manutenção ou recuperação da capacidade para realizar atividades quotidianas.

 

Naturalmente, isto não significa que todas as pessoas possam treinar da mesma forma ou em todas as fases do tratamento.

 

Existem situações em que o exercício precisa de ser reduzido, modificado ou temporariamente interrompido.

 

O exercício físico não substitui os tratamentos médicos. Pode, contudo, ser um complemento importante dos cuidados de saúde.

 

Quando pensamos em treino de força, é comum associá-lo à estética.

 

Mais músculo.

 

Menos gordura.

 

Um corpo mais definido.

 

Mas a força também está relacionada com a nossa capacidade de realizar tarefas do quotidiano.

 

Subir escadas, transportar compras, levantar objetos, manter o equilíbrio ou simplesmente movimentarmo-nos com autonomia.

 

A Alexandra já tinha desenvolvido uma boa condição física antes do diagnóstico.

 

A recuperação depende de muitos fatores, incluindo a doença, o tipo de cirurgia, os tratamentos e as características individuais.

 

Mas existe uma aprendizagem importante:

Não precisamos de esperar que a nossa saúde seja colocada à prova para começar a cuidar da condição física.

 

O exercício deve fazer parte da nossa vida muito antes de surgir um problema.

 

 

O regresso ao treino depois da cirurgia

 

Uma cirurgia relacionada com o cancro da mama pode provocar alterações significativas na mobilidade, na força e na sensibilidade da região operada.

 

Dependendo do procedimento realizado, podem existir limitações nos movimentos do braço e do ombro, desconforto, dor ou outras complicações.

 

Por isso, o regresso ao exercício deve ser individualizado e respeitar as orientações da equipa clínica.

 

Em muitas situações, os exercícios de mobilidade fazem parte da recuperação.

 

O treino de força também pode ser introduzido ou retomado progressivamente, quando existe indicação clínica para isso.

 

Mas há uma diferença importante entre voltar a treinar e voltar a fazer exatamente aquilo que se fazia antes.

 

O objetivo inicial não é recuperar imediatamente as cargas anteriores.

 

É respeitar a recuperação e reconstruir gradualmente a capacidade física.

 

No caso da Alexandra, o regresso aconteceu cerca de um mês depois da cirurgia.

 

Começámos por adaptar os exercícios às suas necessidades e limitações, respeitando as orientações clínicas.

 

Este foi o percurso da Alexandra, não um prazo recomendado para todas as pessoas.

 

Cada cirurgia e cada recuperação têm características próprias.

 

 

Treinar durante os tratamentos: nem todos os dias são iguais

 

Uma das maiores dificuldades durante os tratamentos oncológicos pode ser a fadiga.

 

Não estamos a falar apenas do cansaço habitual depois de um dia de trabalho.

 

A fadiga relacionada com o cancro pode ser persistente, intensa e nem sempre melhorar completamente com o repouso.

 

Podem também surgir alterações do sono, náuseas, dores, diminuição da capacidade física e outros efeitos secundários.

 

Por isso, o treino precisa de acompanhar a realidade de cada dia.

 

Há sessões em que a pessoa poderá sentir-se capaz de realizar exercícios de força com intensidade moderada.

 

Noutras, poderá ser necessário reduzir as cargas, diminuir o número de exercícios ou privilegiar movimentos de mobilidade.

 

E haverá situações em que o mais adequado é descansar e procurar orientação médica.

 

Adaptar o treino não é sinal de fraqueza.

 

É uma parte essencial do acompanhamento.

 

A Alexandra continua a treinar durante os tratamentos, com os ajustes necessários à sua condição.

 

O objetivo não é ultrapassar limites a qualquer custo.

 

É continuar a trabalhar aquilo que é possível, de forma segura e progressiva.

 

 

Recuperar a força também é recuperar autonomia

 

Nem todos os resultados do treino aparecem no espelho.

 

Nem todos se medem através do peso corporal ou das cargas levantadas.

 

Durante a recuperação de uma cirurgia ou de um tratamento médico, pequenas conquistas podem assumir uma importância muito maior.

 

Recuperar a mobilidade de um braço.

 

Conseguir realizar um movimento que anteriormente provocava desconforto.

 

Sentir mais segurança nas tarefas diárias.

 

Manter a capacidade de subir escadas ou transportar objetos.

 

São progressos que podem representar melhorias importantes na qualidade de vida.

 

O treino de força, quando adequado, pode contribuir para preservar ou recuperar a capacidade funcional.

 

E é precisamente por isso que o exercício deve ser encarado como uma ferramenta de saúde, e não apenas de transformação estética.

 

 

Porque o acompanhamento deve ser individualizado

 

Alexandra, aluna do TG FitStudio, durante uma sessão de treino adaptado.

 

Duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem ter necessidades completamente diferentes.

 

Podem ter sido submetidas a cirurgias distintas, estar em fases diferentes dos tratamentos e apresentar níveis de fadiga, mobilidade e força muito diferentes.

 

Por isso, não existe um programa de treino universal para pessoas com cancro da mama.

 

É necessário considerar:

  • A fase da recuperação e dos tratamentos.
  • As orientações da equipa médica.
  • As limitações de mobilidade e eventuais sintomas.
  • A experiência anterior de exercício.
  • A condição física atual.
  • A resposta individual a cada sessão.

 

Em determinadas situações, o acompanhamento de fisioterapia ou de outros profissionais de saúde é também fundamental.

 

No TG FitStudio, acreditamos que um programa de treino deve adaptar-se à pessoa e não o contrário.

 

Isso exige observação, comunicação, capacidade de adaptação e respeito pelos limites da intervenção dos profissionais do exercício.

 

 

Porque acompanhar é muito mais do que prescrever exercícios.

 

A história da Alexandra continua

 

A Alexandra já tinha construído uma rotina de treino consistente antes do diagnóstico.

 

Hoje, essa rotina tem outros objetivos e exige adaptações.

 

O percurso não é necessariamente linear.

 

Há dias melhores e dias mais difíceis.

 

Há progressos, limitações e decisões que precisam de ser tomadas em função da sua condição clínica.

 

Mas existe algo que permanece: a vontade de continuar a investir na sua capacidade física, dentro daquilo que é possível e adequado.

 

A evolução tem sido positiva, e é gratificante acompanhar os progressos que tem conseguido alcançar.

 

A sua história não é uma garantia de que todas as pessoas terão a mesma experiência.

 

É um exemplo real de como o exercício físico adaptado pode continuar a fazer parte da vida durante um período de doença.

 

E deixa-nos uma mensagem que vai muito além do ginásio.

 

Treinamos para ganhar força. Mas também para preservar capacidades que, muitas vezes, só valorizamos verdadeiramente quando ficam comprometidas.

 

O treino de força é muito mais do que uma questão de estética.

 

É também uma questão de saúde, autonomia e qualidade de vida.

 

Alexandra, aluna do TG FitStudio, durante uma sessão de treino adaptado.

 

E é por isso que continuamos a defender:

Consistência acima da perfeição.

 

 

Treino adaptado à tua condição física

 

No TG FitStudio, cada pessoa tem uma história, objetivos e necessidades diferentes.

 

Por isso, o primeiro passo é conhecer o teu ponto de partida, a tua experiência, a tua condição física e eventuais limitações.

 

Através de uma Avaliação de Objetivos gratuita e sem compromisso, procuramos perceber qual a abordagem de treino mais adequada para ti.

 

Em situações clínicas específicas, o exercício deve respeitar as recomendações dos profissionais de saúde responsáveis pelo acompanhamento.

 

 

Comprometido com o teu sucesso,

Tiago Guedes | TG FitStudio

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