Treinar 2 vezes por semana funciona? A Sara faz isso há 8 anos

Sara, aluna do TG FitStudio, treina 2 vezes por semana há 8 anos

 

 

 

Duas vezes por semana parece pouco?

Depende da forma como olhamos para a questão.

 

Se pensarmos apenas numa semana, duas sessões podem parecer insuficientes quando estamos habituados a ouvir falar de pessoas que treinam quatro, cinco ou seis vezes.

 

Mas experimenta olhar para a mesma rotina durante oito anos.

 

A perspetiva muda.

 

 

A Sara tem três filhos, é psicóloga e treina duas vezes por semana.

 

E fá-lo connosco há oito anos.

 

Não construiu a vida à volta do treino.

 

Construiu uma rotina de treino que consegue encaixar na vida.

 

E talvez seja essa uma das principais razões pelas quais continua a treinar.

 

 

O problema não é apenas começar

 

Na semana passada falámos de um dado que merece atenção.

 

Segundo o mais recente Eurobarómetro sobre Desporto e Atividade Física, 68% dos portugueses inquiridos dizem nunca praticar exercício ou desporto.

 

É um número muito elevado.

 

Mas existe outra realidade que estes números não mostram tão facilmente.

 

As pessoas que começam a treinar e algum tempo depois deixam de o fazer.

 

Janeiro é provavelmente o exemplo mais conhecido.

 

Começa um novo ano e surgem novos objetivos.

 

Treinar quatro vezes por semana.

 

Perder peso.

 

Mudar a alimentação.

 

Caminhar todos os dias.

 

Desta vez vai ser diferente.

 

Durante algumas semanas existe motivação.

 

Depois chega o trabalho.

 

Os filhos.

 

Uma semana particularmente complicada.

 

Uma doença.

 

As férias.

 

Falham-se alguns treinos e, pouco a pouco, a rotina desaparece.

 

Por isso, quando falamos de exercício, talvez a pergunta mais importante não seja apenas:

 

“Como começar?”

É também:

 

 

“Como continuar?”

A história da Sara ajuda-nos a responder.

 

 

Três filhos, uma profissão e uma vida para gerir

 

A Sara não tem uma agenda vazia.

 

Tem três filhos.

 

É psicóloga.

 

Tem responsabilidades profissionais e familiares, como tantas outras pessoas que treinam connosco.

 

Se construíssemos um programa ignorando essa realidade e lhe disséssemos que precisava de treinar cinco vezes por semana para obter resultados, provavelmente estaríamos a criar um problema antes sequer de começar.

 

Por isso, há oito anos, a rotina da Sara tem uma característica particularmente simples: 2 treinos por semana.

 

Há semanas melhores e semanas mais complicadas.

 

Existem férias, imprevistos e todas as situações normais de uma vida real.

 

Mas a estrutura mantém-se.

 

E quando olhamos para o percurso completo, os resultados aparecem.

 

 

O que aconteceu durante estes 8 anos?

 

A Sara:

  • Perdeu mais de 8 kg.
  • Conseguiu manter o peso perdido ao longo dos anos.
  • Melhorou significativamente a sua condição física.
  • Ficou mais forte.

 

E hoje consegue fazer algo que durante muito tempo não conseguia: elevações.

 

Recentemente, foi também escolhida Atleta do Mês do TG FitStudio pela segunda vez.

 

Não porque tenha passado a treinar todos os dias.

 

Continua a treinar duas vezes por semana.

 

O que mudou foi aquilo que consegue fazer nessas duas sessões.

 

E isto leva-nos a uma distinção importante.

 

 

Consistência não significa fazer sempre o mesmo

 

Treinar duas vezes por semana durante oito anos não significa repetir o mesmo treino durante oito anos.

 

O corpo adapta-se.

 

Aquilo que inicialmente é difícil torna-se mais fácil.

 

A força aumenta.

 

A capacidade física melhora.

 

Os exercícios podem evoluir.

 

As cargas podem aumentar.

 

Surgem novos objetivos.

 

É por isso que um programa de treino precisa de acompanhar a evolução da pessoa.

 

A frequência pode permanecer semelhante enquanto a capacidade da pessoa muda completamente.

 

A Sara que hoje consegue fazer elevações não tem a mesma condição física da Sara que começou a treinar há oito anos.

 

Foram necessários muitos treinos entre uma e outra.

 

Duas vezes por semana parecem pouco. Até começarmos a acumular anos.

 

Vamos fazer uma conta apenas para perceber a dimensão da consistência.

 

Duas sessões por semana durante 52 semanas seriam 104 sessões num ano.

 

Em oito anos, teoricamente, seriam mais de 800 oportunidades para treinar.

 

Naturalmente, a vida real não funciona assim.

 

Há férias.

 

Há doenças.

 

Há semanas em que não é possível treinar.

 

Portanto, não estamos a dizer que a Sara realizou mais de 800 sessões.

 

A conta serve apenas para mostrar uma coisa: aquilo que parece pequeno numa semana pode tornar-se enorme quando é repetido durante anos.

 

É aqui que frequentemente subestimamos a consistência.

 

Procuramos o programa que produz resultados mais rapidamente.

 

A frequência ideal.

 

O exercício perfeito.

 

A dieta perfeita.

 

Mas raramente perguntamos: “Vou conseguir continuar a fazer isto daqui a seis meses?”

 

E menos ainda:

“Vou conseguir continuar daqui a cinco anos?”

 

 

Então 2 treinos por semana são suficientes?

 

Esta é precisamente a pergunta que abordámos na semana passada.

 

E a resposta continua a ser: depende.

 

Depende do teu ponto de partida.

 

Dos teus objetivos.

 

Da intensidade e qualidade do treino.

 

Daquilo que fazes fora do Estúdio.

 

Da tua alimentação, quando o objetivo envolve perda de peso ou composição corporal.

 

E do nível de resultados que pretendes atingir.

 

Uma pessoa que procura maximizar o desenvolvimento muscular ou determinada performance poderá beneficiar de mais volume de treino.

 

Por isso, a história da Sara não demonstra que todas as pessoas devem treinar apenas duas vezes por semana.

 

Demonstra algo diferente.

 

Não devemos confundir “não consigo fazer o ideal” com “não vale a pena fazer aquilo que consigo”.

 

Para alguém que atualmente não treina porque acredita que não tem tempo suficiente, duas sessões semanais podem ser um excelente ponto de partida.

 

O melhor plano não existe isolado da tua vida

 

Esta talvez seja a maior aprendizagem que podemos retirar desta história.

 

Um programa pode ser excelente no papel.

 

Pode ter a frequência ideal.

 

O volume ideal.

 

Os exercícios certos.

 

Mas se não conseguires encaixá-lo na tua vida, pouco importa aquilo que está escrito.

 

A Sara encontrou uma frequência que consegue manter.

 

Treina.

 

Progride.

 

Tem períodos melhores e piores.

 

E continua.

 

 

Há oito anos.

 

Num mundo onde estamos constantemente à procura de resultados rápidos, isso pode não parecer particularmente entusiasmante.

 

Mas é precisamente assim que muitos resultados duradouros são construídos.

 

Não através de algumas semanas perfeitas.

 

Através de anos suficientemente bons.

 

 

Talvez precises de começar por uma pergunta diferente

 

Se atualmente não fazes exercício porque não tens tempo para treinar quatro ou cinco vezes por semana, experimenta deixar de perguntar:

“Qual seria a rotina perfeita?”

 

E pergunta:

“O que consigo realmente manter?”

 

Pode ser três vezes.

Pode ser duas.

 

Para alguém que está completamente parado, até começar por uma sessão e aumentar progressivamente pode ser melhor do que continuar à espera do momento ideal.

 

Depois, à medida que a tua condição física, objetivos ou disponibilidade mudarem, o programa também pode mudar.

 

Foi assim que chegámos a uma frase que repetimos muitas vezes no TG FitStudio:

 

Consistência acima da perfeição.

A Sara é um bom exemplo do que isso significa na prática.

 

Não tens muito tempo para treinar?

No TG FitStudio não começamos por decidir quantas vezes deverias treinar.

 

Primeiro procuramos perceber os teus objetivos, experiência, condição física, limitações e disponibilidade real.

 

Depois encontramos uma solução que faça sentido para ti.

 

 

O primeiro passo é uma Avaliação de Objetivos gratuita e sem compromisso.

 

Comprometido com o teu sucesso,

Tiago Guedes | TG FitStudio

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